TRAJETÓRIA

  • 1949Nascimento

    Jerci Maccari, nascido em 1949 em Urussanga (SC), um garoto tímido, criativo, tinhoso e voluntarioso de certa forma, filho de agricultores, o mais velho entre 10 irmãos.

  • 1953Francisco Beltrão/PR

    Aos 4 anos de idade, mudou-se para Francisco Beltrão, Paraná, onde viveu sua infância no campo, assistindo a rotina diária de seus familiares plantando e colhendo, participando da natureza dia após dia.

  • 1955A Realidade

    Quando estava com 6 anos precisou ajudar sua mãe em casa, cuidando dos irmãos menores e ajudando nos afazeres da casa.

  • 1955Cores

    ao mesmo tempo sentiu-se atraído pelas cores ao ver um pinheirinho desenhado por uma prima que ganhará meia dúzia de lápis de cor, pelo natal. Aporrinhou sua mãe até ela comprar-lhe uma caixa de lápis de cor de 6 cores, com os quais desenhava as mesmas coisas que sua mãe bordava em fronhas e lençóis.

  • 1956Aprendizado

    Aos 7 anos, tempo de ir à escola, que distava 3 km de sua casa (caminho este percorrido diariamente a pé), diferenciou-se dos colegas pela habilidade no desenho e no manuseio das cores.

  • 1962Ibicaré/SC

    Motivado por uma educação mais qualificada e uma vontade de seguir a carreira religiosa, ele resolveu antes de completar 13 anos partir para o Seminário de Ibicaré (SC), onde recebeu intensa formação humanístico-religiosa e uma educação impecável. Foi então que seu dom artístico se acentuou, experimentando novos materiais como o já conhecido lápis de cor, agora de 12 cores, e aquarela (placas endurecidas que deveriam ser diluídas em água). E nesta época, também surgiu a paixão pela música, quando inicia os estudos do violino.

  • 1967Pirassununga/SP

    O tempo de Ibicaré, durou 5 anos, se esgotou e o próximo passo era sua transferência para o seminário de Pirassununga, onde cursou o Curso Clássico no período de 1967 a 1969, tempo suficiente para conhecer artistas, continuar os estudos do violino, enveredar mais intensamente pelo mundo das artes, acesso a livros e revistas de arte, contato com pessoas fora do seminário. Era o auge da Jovem Guarda, abertura maior que o seminário dava, diferente do sistema educacional de Ibicaré, o que lhe permitiu fantasiar muito e ousar ainda mais.

  • 1970Valinhos/SP

    Mas o tempo de Pirassununga também se esgotou rápido, 3 anos, e era a vez da transferência para a casa religiosa de Valinhos, para cursar Filosofia, quem estuda filosofia, a cada dia de aula passa a pensar diferente e a questionar muita coisa que antes não questionava.  Conheceu um grupo de jovens artistas que tinham criado o GRUPO PESQUISA 70. Não chegou a participar dele, mas pela influência deles entrou de cabeça na pintura e continuou os estudos do violino. Essas atividades não religiosas roubavam tempo para as "COISAS da IGREJA", como dissera seu superior. E foi assim que em 1970, desliga-se definitivamente da vida religiosa, "aconselhado" por seu superior, inicia a vida de leigo, exercendo seu total e absoluto controle de sua liberdade. E assim, entra num curso livre de pintura no Conselho Municipal de Cultura de Valinhos, onde recebe orientação firme de Sebastião Guimarães que percebe de imediato ser um garoto diferenciado e o encaminha para mundo da arte moderna, mostrando-lhe vários caminhos. Isso dura muito pouco, pois o professor se desliga e Jerci Maccari, perdendo seu contato, começa uma trajetória de criar livremente e pintar aquilo que lhe vinha a mente. Como todo jovem artista, cheio de ideias faz tudo; experimenta tinta a óleo, guache, aquarela, produz suas próprias telas, molduras, fabrica sua tinta branca base para tudo, motivo: falta de dinheiro para custear sua produção. Ao vender algum trabalho custeava suas necessidades básicas.

Valinhos era uma cidade acolhedora, onde vários de seus amigos de seminário que haviam se desligado antes formaram uma república de estudantes. Foi morar lá, juntando-se a eles para viver da pintura, mas como todo início de carreira é sempre difícil, para Jerci Maccari não foi diferente, precisou de um emprego fixo, que consegue 6 meses depois, numa multinacional onde permaneceu por 16 anos, até 1986. Depois disso, segue carreira solo como artista e gestor cultural. Como formação acadêmica, tem Filosofia e Comunicação Social – Relações Públicas.  Na área artística é um fuçador, um autodidata, cuja trajetória teve várias fases. A primeira exposição individual feita no Coreto Musical Carlos Gomes (1972), Jerci Maccari considera o marco, o início de sua longa trajetória. Hoje um cidadão honorário Valinhense.

Jerci Maccari, no início usou e usa até hoje para estudos o lápis de cor. Atualmente pinta suas telas, ora com tinta a óleo, ora com tinta acrílica. Um grande momento, um divisor de águas foi quando na empresa onde trabalhava foi feita uma matéria sobre os funcionários que se dedicavam a outras atividades, diferente daquela que exerciam na empresa. O jornal interno, dirigido pelo amigo Alcides Acosta, fez uma matéria mostrando as suas pinturas. Trabalhava como analista de organização e métodos e aceitou sugestão de um amigo para formar um consórcio com suas obras. E assim foi feito, um bem sucedido consórcio de obras de Jerci. No primeiro momento foram criados 3 grupos com 12 pessoas cada, todo mês era sorteado uma pessoa de cada grupo e o pagamento era descontado em folha e creditado na conta do artista. No segundo momento fora criado 2 grupos com 12 pessoas cada, e o terceiro momento só um grupo com 12 pessoas, pois os grupos eram feitos de pessoas conhecidas. Nesse momento, Jerci percebe que o mercado era promissor, e ao se desligar da empresa, torna-se gestor de um escritório de arte, permanecendo até Collor assumir a presidência e sequestrar todo dinheiro em conta. A partir de então, torna-se representante comercial, para ganhar o principal sustento, sem abandonar a arte e assim trabalha por mais 20 anos até se aposentar.

Pouco antes de se aposentar retoma estudo do violino, abandonados em 1985. Surge a ideia da formação de uma pequena orquestra da qual se torna diretor presidente e onde é musico e toca violino. Essa orquestra atualmente conta com cerca de 50 músicos.

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